Procura-se a dona de 14 mil reais

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Uma mulher foi indenizada em R$ 14 mil por danos morais fazia dois anos. Ela não soube do pagamento por não ter sido encontrada no endereço informado no processo judicial.

Há muitos casos de a justiça encerrar processos e o dinheiro pago por uma das  partes envolvidas em ações não ser resgatado. No Juizado Especial Cível da comarca de Lages existem mais de R$ 100 mil em contas judicias esperando pelo dono. No último mutirão de revisão de processos arquivados, feito há poucos dias, uma das servidoras do cartório localizou um desses casos.

A técnica judiciária Arlete Miguel Souza utilizou todas as formas oficias de comunicação com o advogado e a vítima, mas não teve retorno. Mesmo não sendo função dela, buscou informações nas redes sociais e encontrou o endereço da mulher moradora de Lages. “ Vi que era uma quantia grande e poderia fazer  diferença na vida dessa pessoa, especialmente nessa época do ano. Por isso, fui atrás”.

Mudanças de endereços e telefone não são comunicados

Titular do juizado Especial Cível, o juiz Silvio Dagoberto Orsatto diz que as pessoas não têm o hábito de avisar sobre a troca de endereço ou número de telefone enquanto a ação tramita, inclusive os advogados. Isso acaba dificultando o encontro dos envolvidos. “ A agilidade dessa fase crucial do processo não depende exclusivamente da Justiça. É importante que aquele que ingressou esteja atento às movimentações”.

Quando há a liberação do dinheiro, a parte é comunicada. Se o saque não for feito, o valor fica nessa conta judicial e o depósito é remunerado pelos juros da caderneta de poupança acrescidos da taxa referencial (TR) do período.

Taína Borges

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