Imigrante mora em baixo da ponte em Lages e recusa ajuda

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Infelizmente nos dias de hoje uma notícia como essa, abala qualquer pessoa que fica sabendo que um ser humano tenha que sobreviver dessa maneira.

Vizinhos moradores próximos à ponte do rio Ponte Grande realizaram uma denúncia perto das 14h desta quarta-feira (24 de abril), junto ao serviço de Abordagem Social da Secretaria da Assistência Social e Habitação, cujo relato era de que ali naquele local um homem estava em situação de “moradia”, sob condições insalubres. Um rapaz sem comida, nenhuma roupa de reserva, sem banho, à mercê do risco de chuva forte, de contato com animais peçonhentos e de contaminação por doenças, além dos demais perigos de quem está na rua.

Recebidas as informações básicas de populares, a assistente social da Abordagem Social da Secretaria, situado dentro do Centro POP, Danielle Hoffman, e a estagiária do curso de graduação em Serviço Social, Marjorie Wolff, fizeram a primeira tentativa de aproximação no mesmo dia, convidando o haitiano Dieulius Derilus para acompanhar o trabalho e colaborar como intérprete na conversa, já que o imigrante aparentava ser haitiano pelas características físicas e de língua de nacionalidade. Pelo mínimo de interação, Dieulius desconfia que o rapaz seja de Senegal, na África, justamente por sua pronúncia. Ele reparou que o imigrante não fala em créole (crioulo haitiano), francês, espanhol ou inglês, idiomas praticados no Haiti.

Sem sucesso

Entretanto, o diálogo foi sem sucesso, pois o homem não esboça nenhum tipo de comunicação que não seja sair do espaço coberto abaixo da ponte e ir até os profissionais e dizer repetidamente em português quase nítido: “É isso mesmo?”, numa forma de dispensar a equipe e manifestar desinteresse por ajuda. “Nós viemos verificar a situação. Um dos vizinhos veio até aqui conosco ontem (quarta) e ajudou a chamar ele. A única fala eram ‘Três reais! cinco reais! sete reais!’, aí não conseguimos acesso”, pontua a assistente social, Danielle Hoffman. Sem abertura não é possível saber nada sobre o homem, nem nome, origem, documentos, família, condições de saúde, como viajou até a Serra, por onde passou, causas de sua estadia em Lages.

As servidoras não desistiram de ajudar o homem e nesta quinta-feira (25 de abril) retomaram a diligência na segunda visita. Seguiram até a ponte e questionaram novamente o estrangeiro. Mais uma vez houve resistência e a negativa de saída do local e acolhimento no Centro POP.

O que fazer

A partir da recusa ao atendimento, a Secretaria da Assistência Social e Habitação procederá uma alternativa no caso da confirmação da nacionalidade senegalesa. Existe uma comunidade do Senegal em Vacaria (RS) que soube do caso através da imprensa. A ideia é convidar um representante para se deslocar a Lages e fazer a constatação. E assim a situação estará mais clara e outros próximos passos poderão ser dados. Além destes entraves, suspeita-se sinais de transtorno mental justamente pela ausência e/ou limitação de fala e vocabulário, palavras esboçadas em repetição e em razão de informações estabelecidas neste elo com vizinhos, que dizem ele estar ali há aproximadamente dois meses, mas somente recentemente a queixa chegou à prefeitura. Os contatos do serviço de Abordagem Social são 98406-2980 e 99921-1125, e aceita-se ligações a cobrar.

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