Produtores de maçã comemoram a chegada do frio em Santa Catarina

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As baixas temperaturas dos últimos dias vieram para tranquilizar os produtores de maçã de Santa Catarina. As macieiras precisam do frio para se desenvolver e gerar bons frutos, justamente por isso são plantadas nas regiões mais geladas do Estado. Os fruticultores esperam ainda que o frio permaneça nos meses de julho e agosto, trazendo uma boa safra no início do próximo ano. Santa Catarina é o maior produtor de maçã do Brasil.

Durante o inverno, as macieiras entram no período de dormência, quando economizam energia e carboidratos para brotar na próxima safra. A pesquisadora da Estação Experimental da Epagri de São Joaquim, Mariuccia De Martin, explica que cada variedade de maçã precisa de um determinado tempo em temperaturas abaixo de 7,2°C. A maçã Fuji, por exemplo, necessita de 700 horas de frio intenso para ter um bom desempenho.

A frente fria que chegou a Santa Catarina na última semana traz um alívio para os produtores de maçã, que já estavam preocupados com as temperaturas acima da média.

Previsão

As previsões do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) são para um inverno ameno e com temperatura acima da média no Estado.

A maioria das massas de ar frio devem chegar ao sul do Brasil com menos intensidade e com menor duração sobre a região, intercalado com períodos mais aquecidos, devido ao fenômeno El Niño. Isso não quer dizer que não ocorrerão eventos de frio significativo em Santa Catarina, com temperatura próxima de zero grau e negativa nas áreas altas do Estado, resultando na formação de geada ampla. Episódios de neve podem ocorrer especialmente em julho e agosto, com maior probabilidade para as áreas altas do Planalto Sul.

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