Ex governador Raimundo Colombo realiza palestra no auditório da ACIL

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Mais de 200 pessoas acompanharam atentamente a palestra “O Brasil e seus desafios” proferida pelo ex-governador Raimundo Colombo, no auditório da Associação Empresarial de Lages, na noite desta quinta-feira, 08 de agosto.

Durante a palestra, o ex-governador destacou os efeitos da Constituição de 1988 e o déficit fiscal como alguns dos desafios do Brasil. Segundo ele, os órgãos de controle ganharam maior poder e influenciam diretamente na gestão do executivo e utilizou um exemplo de Santa Catarina para demonstrar. “Em 2017, o Ministério Público utilizou a Lei de Improbidade Administrativa (LIA) 8.192 vezes. Destas, apenas 67 ações foram procedentes. Isso é indicativo de excesso ou uso inadequado da LIA”, falou.

Déficit fiscal

Com relação ao déficit fiscal, Colombo apresentou alguns dados que demonstram que as contas do Governo Federal registraram déficit primário de R$ 108 bilhões em 2018, o equivalente a 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor não inclui os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública. “Foi o quinto ano seguido em que as contas ficaram no vermelho, estes resultados negativos começaram em 2014. No final de 2018, a dívida pública estava em 79,6% do PIB”, falou.

O ex-governador fez uma referência a uma citação do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que disse que existem três grandes blocos de problemas fiscais no Brasil. “A Previdência, que é uma fonte enorme de déficit e de desigualdade; o Funcionalismo público, que no Brasil representa uma fatia do gasto público muito maior do que em qualquer outro país; e se somarmos os dois, chegaremos a 80% do gasto público total do Brasil. Na maioria dos países fica em 60% ou menos. Seria possível imaginar uma economia de 20% do gasto, o que resolveria a grave fiscal do Brasil”.

ICMS

Colombo também deu destaque ao período que esteve à frente do governo de Santa Catarina e que a decisão de não aumentar impostos contribuiu para tornar o estado mais competitivo e ter menor índice de desemprego. Diversos setores foram beneficiados, garantindo a continuidade da produção. Entre eles, o setor que reduziu o ICMS de 17% para 3%, isso permitiu combater a entrada dos produtos chineses e gerar milhares de empregos.

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