Cartilha com mapeamento dos Povos de Terreiro de Lages será lançada

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Na segunda-feira 16/12 às 20 horas, a sala de cinema do Centro Cultural Vidal Ramos do SESC, recebe o lançamento da cartilha Que terreiro é esse? Mapeamento das comunidades e povos tradicionais de terreiros de Lages/SC, escrito pela Doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Renilda Aparecida Costa.

A proposta surgiu como desdobramento e continuidade do Projeto Que Terreiro é Esse? desenvolvido pela Associação Cultural Matakiterani, que visitou diversas casas dos Povos de Terreio de Lages e produziu um minidocumentário lançado em 2017. A cartilha utiliza o mesmo nome e foi produzida nos últimos dois anos com apoio do Edital Elisabete Anderle de incentivo à cultura – 2017.

O que são povos de Terreiro

Segundo Renilda, a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial (SEPIR) os define como “grupos que se organizam a partir de valores civilizatórios trazidos para o Brasil por africanos e transladados durante o sistema escravista, constituindo territórios próprios caracterizados pela vivência comunitária, pelo acolhimento e pela prestação de serviços, com base na cosmovisão africana”.

A proposta da cartilha foi desenvolvida com o intuito de contribuir com a superação da intolerância religiosa, além de possibilitar a organização dos praticantes e dos espaços de de­voção das Religiões de Matrizes Africana e Indígena da Serra Catarinense.

Parcerias

O trabalho contou com o apoio da Associação Cultural Matakiterani, do jornalista Marciano Corrêa e aconteceu por etapas. Num primeiro momento definiu-se os critérios para inclusão na cartilha, em razão da expressiva quantidade de manifestações de matriz africana em Lages. Em seguida as casas, tendas ou terreiros listados, receberam uma visita de pesquisa para o levantamento das informações que constam na publicação, além da produção ou envio de imagens do lugar. Por último, foi elaborado o texto e feita a finalização do material.

A cartilha possui mais de 20 espaços mapeados, distribuídos nos diversos bairros de Lages, realizando práticas de Umbanda e Batuque, também chamado de “religião dos orixás”. De acordo com Gilson Maximo da Matakiterani, a cartilha é “um importante documento de valorização da cultura afro no município que tem nos terreiros um ponto de referência e resistência cultural”.

A tiragem do material é de 1.000 exemplares e terá distribuição gratuita em instituições de ensino e organizações de terceiro setor. O projeto foi financiado pelo Edital Elisabete Anderle de incentivo à cultura – 2017, tem apoio da Matakiterani, da Uniplac e do SESC Lages.

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