Pesquisa para produzir vinhos finos mais sustentáveis em SC

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Pesquisadores alemães e italianos estão percorrendo Santa Catarina na última semana de janeiro, juntamente com profissionais da Epagri e da UFSC, para conferir os resultados já alcançados no projeto de desenvolvimento das uvas Piwi. O termo alemão caracteriza um grupo de variedades de uvas obtidas nos últimos anos via melhoramento genético, oriundas de cruzamentos de variedades viníferas com espécies selvagens. O objetivo é reunir numa só planta a qualidade das viníferas e a resistência a doença das selvagens, permitindo a produção de vinhos finos com menos custos e impactos ambientais reduzidos.

O projeto Avaliação vitivinícola de genótipos de videira nas condições edafoclimáticas de Santa Catarina vem sendo desenvolvido desde 2013 pela Epagri, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e apoio da Fundação Edmund Mach, que fica na Itália, e do Instituto Julius Kuhn, da Alemanha. Nessa semana os técnicos brasileiros e estrangeiros estarão visitando cultivos experimentais em Videira, Água Doce, São Joaquim, Curitibanos e Urussanga. Durante toda a quarta-feira será feita análise sensorial dos vinhos já produzidos a partir das uvas Piwi e na quinta pela manhã acontece uma visita à unidade de pesquisa da UFSC em Curitibanos (confira calendário no final da matéria).

A comitiva iniciou os trabalhos por Florianópolis, onde foi recebida pela presidente da Epagri, Edilene Steinwandter e por parte da diretoria e gerência da instituição. Na ocasião, foram tratados assuntos estratégicos para seguimento do projeto. Ainda na segunda-feira, os técnicos envolvidos na pesquisa apresentaram os resultados já alcançados ao secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, que se mostrou motivado e comprometeu-se a apoiar o desenvolvimento dos trabalhos.

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