Antiga Estação de Piscicultura de Painel segue praticamente parada

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O Campo Experimental de Piscicultura da Serra Catarinense, na antiga Estação de Piscicultura, do Ibama, em Painel, começa o ano de 2020 completamente parada, sem atividade. De acordo com o responsável, o pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Lages, Vilmar Francisco Zardo, há no local algumas espécies como carpa, jundiá e truta, apenas para manter o mínimo funcionamento, mas sem nenhuma finalidade ou projeto. Em agosto de 2017, o Estado, através da Epagri, assumiu o controle da Base Avançada, localizada em Painel, após acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No ano passado, a Presidente da Epagri, Edilene Steinwandter esteve conhecendo o local. Ocasião em que manteve reunião com dirigentes da Secretaria de Agricultura e Pesca de Lages, e representantes da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta). Em comum acordo, ficou definido que deveria ser feito um relatório especificando a real importância da Estação para a produção de peixes na Serra Catarinense. Tal documento foi redigido pelo pesquisador Vilmar Zardo e enviado à diretoria da Epagri, no final de 2019.

Reforma da rede elétrica

Ainda conforme o pesquisador é preciso levar em consideração uma escala de prioridades. Pois, não é possível colocar qualquer coisa tecnicamente viável no local se não for feita primeiramente a reforma da rede elétrica. Ele explica que a situação está deplorável, pois, se ligar três equipamentos ao mesmo tempo, a rede cai. Porém, ressalta que já há um processo licitatório montado, incluindo o projeto, e que também está com a direção da Epagri, desde setembro de 2019 aguardando a deliberação.

Por fim, feita a reforma da rede elétrica, haverá segurança para efetivar as atividades, priorizando a formação do banco genético da truta. E, a partir de um amplo levantamento genético do material produzido na Serra Catarinense, a proposta é a de buscar genética de outros estados, como São Paulo, para promover novos cruzamentos e diminuir a consanguinidade dos peixes hoje produzidos na região, e assim, melhorar a produtividade. “Nós, da Epagri, sabemos das necessidades dos produtores, e entendemos a cobrança de parte da Acatruta. No entanto, ainda este ano tudo deverá ser encaminhado, ressalta Vilmar Zardo.

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