ACIL: A volta dos voos regionais e nova malha regional de avião de pequeno porte são assuntos tratados com o chefe da Casa Civil, Juliano Chiodelli

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Desenvolvimento regional foi a pauta da reunião entre o presidente da Associação Empresarial de Lages, Carlos Eduardo de Liz, o vice-presidente de Infraestrutura, Anderson de Souza, e o chefe da Casa Civil, Juliano Chiodelli, realizada na última sexta-feira (04), em Florianópolis.

O principal assunto tratado no encontro foram os voos regionais, que estão suspensos desde o início da pandemia. O vice-presidente de Infraestrutura destacou a importância da manutenção dos voos visto que a grande maioria dos passageiros são empresários que precisam se deslocar por motivo de negócios. Eles solicitaram o apoio de Chiodelli em relação a modificação da lei de incentivo aos voos regionais que trata da redução da base de cálculo do ICMS sobre o combustível das empresas aéreas que operam em Santa Catarina.

Empresa aérea de pequeno porte

Outro assunto tratado na reunião, foi a estruturação de malha regional com uma empresa aérea de pequeno porte. Esta malha deverá ligar cidades do extremo Oeste, Oeste e Serra Catarinense a Florianópolis e Curitiba onde deverá se conectar a uma grande empresa aérea, com a qual as negociações estão avançando. Foi solicitado o apoio do Governo de Estado na organização dessa malha e do processo.

Sobre a conclusão do Aeroporto Regional de Correia Pinto, solicitaram que o governo estadual olhe com mais atenção para que as obras ganhem o ritmo necessário e sejam concluídas com mais celeridade.

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1 COMENTÁRIO

  1. O formato e o destino de cada cidade sempre foram definidos pela sua capacidade em termos de transporte. Nos dias de hoje, isso diz respeito especificamente ao transporte aéreo.

    Nesse mês de julho 2020, a EMBRAER divulgou sua proposta de nova família de aeronaves. Agora, um Turboélice de 80 a 99 passageiros! Quase Cem Passageiros!!!

    O fato é altamente relevante para projetos de aeroportos no estado. Sinaliza claramente que os turboélices regionais que até então, transportando 70 (ATR72-600) a 86 (Dash8-Q400) passageiros, poderão transportar até 99 passageiros para as cidades pequenas e médias.

    Como consequência direta, qualquer projeto do aeroporto da cidade já deve ser de uma pista de pouso maior e com alta resistência do piso asfáltico. Não podemos mais projetar, reformar ou construir aeroportos para o hoje. O hoje, já é passado. Nas cidades progressista e com visão clara do modal, os aeroportos regionais estão sendo construídos com Pistas de Pouso MÍNIMAS e BÁSICAS de 1.600 x 30 e resistência do piso para 34 Toneladas ou superior.

    A aviação sub-regional com aeronaves de 09 lugares nunca teve efeito positivo e duradouro na malha Brasileira. Várias empresas entraram e saíram rapidamente do mercado. Suas atividades duraram em média 2,5 anos máximos. Vale lembrar que os custos da aviação são em dólares e nesse caso, rateados por apenas 09 passageiros.

    O projeto, principalmente da pista de pouso deve sempre prever esse inegável acontecimento da EMBRAER no transporte de até 99 passageiros e as já existentes aeronaves turboélices de 70 e 86 lugares. Pista maior, mais larga, alta resistência do piso e ampla área livre nas cabeceiras e laterais da pista. Construir, em pleno século 21, uma pista de pouso menor parece uma clara demonstração de nanismo de infraestrutura aeroportuária estadual e municipal.

    O viés da aviação regional aponta também para o crescimento dos jatos regionais de 100 a 135 lugares e consequentemente, para um novo conceito de pista mínima e básica para os jatos, 1.800m ou 1.900 x 45m e 65 toneladas de resistência ou superior.

    Caso a pretensão da cidade seja receber as aeronaves maiores de 175 a 220 passageiros a pista Mínima deve ser de 2.300 x 45m e 95 toneladas de resistência para permitir as operações de todas as versões do Airbus A320-NEO (Azul e Latam) e Boeing B737-MAX (Gol) e a geração anterior, Airbus A320 e A319 e Boeing B737-800 e B737-700. Há indícios que 91% da frota nas aéreas nacionais será de aeronaves a jato de 135 a 220 lugares. A cidade não pode ficar refém de um modelo de aeronave.

    Pista Mínima = 1.600 x 30m + 34t (Turboélices)
    Pista Jatos Regionais = 1.800 x 45m + 65t (Turboélices + Jatos Regionais)
    Pista Grandes Jatos = 2.300 x 45m + 95t (Turboélices + Jatos Regionais + Grandes Jatos)

    Saudações e bons voos,

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