A pandemia não desacelerou o crescimento do setor de Pets que tem no Brasil 84 milhões de animais de estimação

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O Brasil conta com o segundo maior mercado de produtos pets do mundo, segundo uma pesquisa da Euromonitor International. E a pandemia não desacelerou o crescimento do setor, que deve fechar o ano com um faturamento em torno de R$ 37 bilhões. Os bons resultados têm atraído mais investimentos para o segmento e gerado oportunidades para quem quer empreender.

Olhando para os movimentos do setor, o coordenador da Comissão de Animais de Companhia (Comac) Leonardo Brandão compartilha algumas previsões de tendências de varejo e mercado para o segmento nos próximos anos.

Resiliência no setor 

Muitas áreas sofreram fortes impactos financeiros com a pandemia, mas esse não foi o caso do mercado pet de medicamentos. Leonardo aponta que, historicamente, o setor apresenta crescimento médio entre 15% e 18% ao ano.

Ele ressalta que, apesar de possuir características próprias, o mercado pet é sensível à queda do varejo. Caso ocorra uma segunda onda da pandemia e o retorno da restrição da circulação das pessoas, esses números poderão mudar.

Foco na saúde animal 

Segundo a pesquisa Radar Pet da Comac, grande parte dos brasileiros enxergam os pets como um filho ou membro da família. Por conta disso, a saúde dos animais de companhia é considerada tão importante dentro do lar quanto as das demais pessoas. Também existe uma grande preocupação com o envelhecimento do pet e o cuidado com a saúde preventiva dos animais.

Predominância dos gatos 

Apesar dos cães ainda predominarem os lares brasileiros, os gatos têm ganhado espaço e devem se tornar maioria nos próximos anos. Leonardo Brandão aponta que, em geral, os felinos costumam ser o primeiro contato de pessoas com os animais de companhia, principalmente para famílias de classe C. Além disso, o número de gatos conta com um crescimento 3 vezes maior do que os cães dentro do Brasil, segundo os dados da Comac.

Adoção de animais 

A adoção de animais tem sido uma tendência no setor pet e deve continuar em alta nos próximos anos. A prática é uma das principais formas de trazer os bichinhos para dentro de casa, de acordo com a pesquisa da Comac. Os dados mostram que 33% dos cães e 59% dos gatos presentes nos lares brasileiros foram adotados. Além da adoção, a origem mais comum dos pets é como um presente para os tutores, o que não exclui a possibilidade deles terem sido resgatados.

Em território brasileiro, existem aproximadamente de 84 milhões de animais de companhia e a estimativa é de que o número chegue a 101 milhões de animais até 2030, um aumento de 26% da população atual.

Veja mais dados sobre o mercado na pesquisa Radar Pet 2020 pelo link.

Informações: Fabiana Albuquerque  

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