Violência contra mulher pode ser psicológica, moral, patrimonial e virtual

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Você sabia que fazer a mulher se sentir inferiorizada e insegura no ambiente doméstico e familiar caracteriza violência doméstica. Diferente do que a maioria das pessoas pensa, explica o juiz Alexandre Takaschima, titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Lages, os atos abusivos não estão restritos somente à agressão física. Eles podem se manifestar de diversas formas. Antes da violência física, muitas vezes as vítimas sofrem violências psicológica, moral, patrimonial, sexual ou virtual e nem se dão conta disso.

Para compreender melhor cada uma delas, o juiz Takaschima, que tem a competência de atender casos como esses, explica a distinção entre os diversos tipos de violência: “As ameaças sofridas pelas mulheres constituem a violência psicológica; a moral vem em forma de xingamentos e palavras depreciativas; a patrimonial é quando o agressor destrói os seus bens; já a sexual é aquela em que a vítima é obrigada a manter relações sexuais sem consentimento ou desejo; e ainda tem a violência virtual, na qual se busca utilizar as redes sociais para fazer comentários depreciativos.”

Ajuda

A consciência de que se é vítima de violência doméstica é algo muitas vezes difícil. Porém, existem formas de ajudar essas mulheres a reconhecer essa condição. Uma delas é por meio do aplicativo ‘PenhaS’, que pode ser baixado gratuitamente no celular. “Nele haverá um questionário para auxiliar as mulheres a compreender que algumas situações que podem ser consideradas como ‘normais’ em um relacionamento são, na verdade, indicativos de possível violência doméstica”, destaca o magistrado.

 Amparo 

Toda pessoa que sofre violência doméstica por ser do gênero feminino tem o direito de solicitar as medidas protetivas de urgência, desde afastamento do agressor do lar conjugal; proibição de aproximação, fixando-se uma distância mínima; proibição de contato por qualquer meio de comunicação; suspensão do direito de posse e porte de arma; suspensão do direito de convivência com os filhos, caso estudo multiprofissional o indique como necessário; até comparecimento do homem autor de violência doméstica a grupo reflexivo e acompanhamento psicossocial. “Nos casos mais graves, há possibilidade de monitoramento eletrônico e até prisão cautelar”, frisa.

Informações Taina Borges

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