Agronegócio direciona seu lucro para os imóveis

0
704

Historicamente, o agronegócio sempre segurou a economia goiana e seus bons resultados movimentam toda a economia. No mercado imobiliário, essa relação está se tornando ainda mais intensa, especialmente em razão da queda da Taxa Selic. Atualmente fixada em 2,75%, ela diminuiu o rendimento de ativos tradicionais como poupança, fundos DI e Tesouro Direto, levando muitos investidores estão migrando para o mercado imobiliário. Com safra recorde prevista para 2021, repetindo os resultados positivos de 2020, muitos produtores irão optar por direcionar seu lucro para os imóveis.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989. O crescimento real foi de 17% frente ao ano anterior. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram  a soja, com crescimento de 42,8%; o milho,  com 26,2%; a carne bovina, com 15,6%; e a carne suína, com 23,7%.

Imóvel

Especialistas explicam que o imóvel ganha a preferência dos investidores porque tem o atributo da segurança: não oscila como as ações da Bolsa de Valores ou como as aplicações variáveis, sujeitas à oscilações da economia. Além disso, tem a rentabilidade do aluguel.

Já investidor do mercado imobiliário e o agropecuarista de Catalão, no sudeste de Goiás, Roberto Paschoal Safatli, direcionou mais recursos para o setor. Roberto conta que tem preferência pelo mercado imobiliário, principalmente no ramo rural e alguns urbanos. Ele comenta que tem alguns  investimentos no mercado financeiro. Porém, neste ano, com a taxa de juros em baixa e o retorno das aplicações mais conservadoras em baixa, ele vai direcionar mais recursos para a compra de imóveis. “Adquiri algumas salas comerciais, mas também devo investir em imóveis rurais”, relata ele. Uma parte dos imóveis será direcionada à instalação de empreendimentos familiares e outra parte será alugada. O empreendimento.

Expectativa

Paulo Bessa explica que além do aumento da colheita, o agronegócio brasileiro também é influenciado pelo dólar. “O agronegócio é beneficiado pela alta do dólar, que influencia também no preço das commodities. E quando a safra aumenta, o lucro aumenta e os investimentos no mercado imobiliário também. Além disso, esses empresários não têm característica de investir em bolsa, gostam de renda fixa, mas como o rendimento dela está em baixa partiram para os imóveis”, explica o diretor comercial da URBS Imobiliária.

Informações: Raquel Pinho e equipe

 

Compartilhar a matéria
TOPO PREFEITURA LOGO
facvest top

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here