PGR determina arquivamento da investigação contra Moisés e praticamente damos ADEUS aos 33 milhões

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Hoje pela manhã me deparo com uma matéria no portal ND Mais, em que a PGR (Procuradoria-Geral da República) determinou o arquivamento da investigação que apura a participação do governador afastado Carlos Moisés da Silva (PSL) na compra dos 200 respiradores pela Secretaria de Estado da Saúde. Os respiradores foram pagos antecipadamente em 2020.

De acordo com o advogado de defesa do governador, Marcos Probst, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, concluiu, após análise das provas, que não há qualquer responsabilidade do governador em relação à compra e que ele não teria se omitido do dever de fiscalização. Agora, a investigação volta para Florianópolis, onde será apurada a conduta dos demais envolvidos.

A defesa, inclusive, comemorou a decisão de “inocência” e irá anexar a nova decisão da PGR ao processo de Impeachment. Mas, infelizmente o povo catarinense não tem nada o que comemorar, já que os 33 milhões sumiram dos cofres públicos.

O que muda no Impeachment

Sabemos que essa decisão irá pesar e muito na decisão do Impeachment de Moisés na  Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) sobre os R$ 33 milhões  que teve dispensa de licitação, mas que ninguém sabe onde foi parar. No dia 26 de março, ele foi afastado temporariamente do cargo por até 120 dias, após votação favorável a cassação do mandato.

Ainda não há prazo de quando será o novo julgamento, mas a expectativa é que ocorra ainda no mês de abril. Se condenado no novo julgamento, a ser realizado por deputados e desembargadores, Moisés perderá o cargo definitivamente e a vice, Daniela Reinehr, permanecerá como governadora até o fim do mandato.

Segunda vez afastado

Essa é a segunda vez que Moisés é afastado do cargo. A primeira foi em outubro de 2020, quando o tribunal julgou se havia crime de responsabilidade quando ele concedeu um aumento salarial aos procuradores do Estado. Um mês depois, na nova sessão, ele foi absolvido por 6 votos a 3.

Nessas alturas o catarinense está em um fase bem ruim, “se parar o bicho come, se correr o bicho pega”.  Dá próxima vez precisamos ver bem em quem votar. 

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