A desigualdade nas despesas de saúde para senadores e deputados federais é um tapa na cara da sociedade

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Durante todo tempo de pandemia, onde o povo se aglomerou nas unidades de saúde, onde faltou respiradores, leitos, médicos e até medicamentos para o COVID-19, onde o dinheiro da pandemia sumiu perante a sociedade e a justiça nada fez. Para os senadores e deputados federais nada os faltou, pelo contrário e quem paga essa conta, somos nós, todos os cidadãos brasileiros.

Fiz algumas pesquisas e não demorou muito para ver as barbaridades cometidas pelos parlamentares durante a pandemia com gastos de saúde.

Senado

No Senado, a transparência é quase zero. São divulgados apenas os dados totais. O volume de despesas com assistência médica, hospitalares e odontológicas, somando com o ressarcimento em 2020, chegou a mais de R$ 11 milhões, o total das despesas de 2021 não encontrei no site transparência do senado.

Não há a individualização das despesas nem a identificação dos fornecedores ou prestadores dos serviços de saúde, pois seriam “informações legalmente protegidas em respeito à intimidade das pessoas”, informa o Senado.

Enquanto o povo mal consegue comprar seus remédios as despesas de saúde para senadores e ex-senadores chegam a ser um verdadeiro tapa na cara dos brasileiros.

Senadores G7

Pesquisando mais um pouco me deparei com isso, não é só com a saúde , mas vale ressaltar as despesas, o grupo de senadores conhecido como ”G7″ da CPI que investigou a condução da pandemia usou em média R$ 20 mil a mais que os demais. O levantamento foi feito por meio do Portal da Transparência do Senado, e apontou que os parlamentares da cúpula gastaram R$ 133.575,85 de janeiro a junho de 2021.

Os valores são referentes às cotas com exercício da atividade parlamentar e excedentes, como viagens, combustíveis e correios, por exemplo. A verba se divide da seguinte maneira (entre verbas de gabinete + externas):

  • Renan Calheiros (MDB-AL): R$ 106.457,85 + R$ 4.765,40
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE): R$ 70.500,00 + R$ 905,51
  • Eduardo Braga (MDB-AM): R$ 173.266,46 + R$ 9.775,47
  • Omar Aziz (PSD-AM): R$ 163.549,44 + R$ 7.903,74
  • Otto Alencar (PSD-BA): R$ 78.592,05 + R$ 981,19
  • Humberto Costa (PT-PE): R$ 134.201,33 + R$ 13.175,81
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP): R$ 114.996,96 + R$ 1.959,75
  • Total: R$ 935.030,96

Enquanto isso, a média de gastos dos senadores de janeiro a junho de 2021 é de R$ 114.982,52.

Veja no link o que cada senador gastou: https://www25.senado.leg.br/web/transparencia/sen

Câmara pagou milhões em saúde para os deputados

No início de abril do ano passado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-A), determinou um reajuste de 170% no limite máximo para ressarcimento de despesas médicas, que subiu de R$ 50 mil para R$ 135 mil. Mas os casos excepcionais são analisados pela Mesa Diretora, que pode aprovar o pagamento acima do limite, algo que continua ocorrendo.

De março de 2020 a julho de 2021, a Câmara dos Deputados fez reembolsos de despesas médicas, incluindo longas internações em hospitais cinco estrelas, num total de R$ 10 milhões – o equivalente a 200 mil doses de vacina.

Os dez maiores gastos somaram R$ 5,6 milhões. Considerando os 20 maiores, foram R$ 7 milhões. Teve despesa de R$ 1,96 milhão. Vinte deputados tiveram gastos acima de R$ 100 mil, com média de 360 mil. O Plano de Saúde dos parlamentares é especial: o deputado faz a internação hospitalar e apresenta a conta à Câmara. Na prática, não há limite de gastos.

Exemplos:

Deputado Damião Feliciano (PDT-PB), foi contaminado pelo coronavírus e foi internado no hospital Sírio Libanês, após um longo tratamento, teve alta, e nesse período, ele recebeu 12 reembolsos de despesas medicas no valor total de R$ 332 mil.

O deputado Moises Rodrigues (MDB-CE) foi internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, por problemas intestinais. Os reembolsos feitos pela Câmara em junho e julho somaram R$ 187 mil.

Olhem bem esse caso, contaminado pela Covid-19, o deputado Jesus Sérgio (PDT-AC) foi resgatado por um avião do governo estadual em Tarauacá (AC), distante 400 km de Rio Branco. Foi internado no hospital da Unimed, em Rio Branco, por conta do plano de saúde da Câmara. Mas o caso era grave e foi contratada uma UTI aérea para transportá-lo para Brasília, ao custo de R$ 118 mil. Passou duas semanas no hospital DF Star, da Rede D’or. Todas as despesas somaram R$ 310 mil.

Em maio de 2021, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) sofreu acidente vascular cerebral esse recebeu reembolsos no valor de R$ 137 mil.

Esses são alguns exemplos entre 2020 e 2021, com o dinheiro público, ou seja, pagamos as contas dos deputados e senadores, enquanto muitos trabalhadores não têm para comprar o básico, quanto mais gastar com saúde.

Quando fiz a pesquisa achei surreal, não pude colocar tudo o que encontrei então fiz um compilado do que achei interessante, mas deixo aqui em sua responsabilidade mudar esse PAÍS, através do seu voto. Para que essa corja pare de ter regalias pagas pelo suor do povo.

https://www.camara.leg.br/transparencia/gastos-parlamentares/ Nesse site você poderá conferir as despesas de cada deputado.

PS: Logo farei matéria sobre os gastos dos deputados federais e senadores de SC.

Fonte: Senado, Gazeta do Povo, Veja, Metrópoles.

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