Você sabe identificar vinho vegano?

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É errado dizer que todo o vinho é vegano? Sim, e vamos explicar por quê.

Clarificação do Vinho

Clarificação é um procedimento de purificação da bebida, pelo qual um agente filtrante é adicionado ao barril. Esse agente, geralmente é uma proteína que, basicamente, coagula as matérias sólidas presentes no vinho (resíduos da casca, polpa, matéria corante, etc.) fazendo que se precipitem no fundo do tanque, sendo eliminadas antes do engarrafamento.

Quando essas matérias são retiradas, o vinho fica com um aspecto límpido e brilhante, tornando-se atraente aos olhos. As substâncias utilizadas para a clarificação podem ser tanto de origem mineral quanto animal.

É importante notar que os agentes filtrantes não permanecem no vinho, apenas funcionam como um ímã para que as matérias sólidas sejam retiradas posteriormente. Contudo, o uso de proteína animal já é suficiente para excluir a bebida da lista de consumo dos veganos.

Produtos animais

A utilização de componentes de origem animal para a produção de vinhos começou há muitos séculos nas vinícolas europeias. As claras de ovos, por exemplo, eram muito empregadas por monges para “afinar” a bebida.

A albumina, proteína presente na clara do ovo, é conhecida por “colar” o vinho, retirando as partículas suspensas na bebida e dando um aspecto límpido e brilhante.

Outros elementos utilizados são a gelatina (proteína animal) e a caseína (proteína do leite). Além de melhorar o aspecto visual do vinho, esses componentes fazem com que ele fique pronto mais rapidamente, o que acaba barateando a produção.

As expressões “não filtrado”, “não afinado” e “métodos de autoclarificação natural” significam que nenhum agente clarificador foi utilizado na elaboração, liberando o consumo para os adeptos do veganismo.

Leia o rótulo

Como você viu, as substâncias de origem animal utilizadas para a clarificação do vinho não estão presentes no produto final e nem mesmo os paladares mais afinados conseguem percebê-las.

Geralmente, apenas os vinhos orgânicos mencionam os componentes da produção na embalagem. Logo, nem sempre é possível se basear nos rótulos para verificar o uso ou não dessas proteínas, o interessante é conversar com as vinícolas, que já estão se preocupando com essa fatia do mercado.

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