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Prefeitura mantém equipes nas ruas e orienta população a evitar áreas alagadas

A Prefeitura de Lages mantém equipes mobilizadas em diferentes regiões da cidade devido às chuvas intensas e persistentes registradas desde a noite de terça-feira (3 de novembro). Conforme dados do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o índice de precipitação acumulada já ultrapassou 78 milímetros em um período de pouco mais de 15 horas. A orientação é para que a população evite áreas alagadas e não tente atravessar pontos com acúmulo de água, seja a pé ou com veículos.

Os trabalhos são dirigidos pela Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), com a participação das secretarias municipais e dos órgãos que integram o Grupo de Ações Coordenadas (Grac). As equipes estão nas regiões afetadas com realização de atendimentos, orientação a moradores, entrega de lonas às famílias atingidas, retirada de árvores caídas e execução de outras medidas de suporte e prevenção. Em conjunto com a Diretoria de Trânsito (Diretran) também são realizados o isolamento e a sinalização de vias alagadas, com o objetivo de impedir a circulação de veículos em locais que apresentem riscos à segurança de motoristas e pedestres.

A prefeita Carmen Zanotto destaca que a prioridade neste momento é garantir a segurança da população e manter os serviços de atendimento às ocorrências. “Nossas equipes estão mobilizadas e trabalhando de forma integrada para atender as famílias e agir nos pontos mais afetados pelas chuvas. Pedimos que a população tenha atenção, respeite os bloqueios nas vias e não se exponha a situações de risco. A preservação da vida é nossa prioridade”, orienta.

O secretário executivo da Defesa Civil, Paulo da Silva Ribeiro (Sargento Ribeiro), explica que as equipes seguem em campo acompanhando as condições das áreas atingidas e prestam auxílio à comunidade. “Com o volume elevado de chuva em um curto período é fundamental que as pessoas evitem qualquer deslocamento por locais alagados. Não é possível avaliar com segurança a profundidade da água ou as condições da via. Nossas equipes estão trabalhando nos atendimentos e a população deve acionar os canais oficiais sempre que identificar uma situação de risco”, alerta.

Defesa Civil orienta moradores a não atravessarem áreas alagadas

A Prefeitura de Lages orienta que motoristas e pedestres respeitem os bloqueios e a sinalização realizados pelas equipes da Diretoria de Trânsito (Diretran) e da Defesa Civil. Mesmo em locais onde a água aparenta estar em pequena quantidade, podem existir buracos, correntezas ou outros obstáculos que oferecem riscos.

Moradores de áreas suscetíveis a alagamentos e deslizamentos devem observar possíveis sinais de perigo, como elevação rápida do nível da água, movimentação de terra, inclinação de árvores ou postes de energia elétrica e rachaduras em paredes. Em situações de risco, a recomendação é procurar um local seguro e solicitar atendimento.

A população também deve evitar permanecer próxima de árvores, postes e estruturas que possam apresentar instabilidade em razão do solo encharcado.

Telefones de emergência: Saiba como acionar Defesa Civil e Corpo de Bombeiros

A Prefeitura orienta que a população utilize os canais oficiais de atendimento para comunicar ocorrências e solicitar auxílio das equipes de agentes.

Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec):

(49) 3019-7477

(49) 3019-7479

199 – Defesa Civil

(49) 99836-1702 – Plantão 24 horas

Corpo de Bombeiros Militar:

193 – Emergências

Crônica: Então eu sentei e chorei

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Parece cena de filme, mas não é. É a vida real. Há mais de um ano, decidi aceitar o desafio de correr na rua e me apaixonei. Mal sabia eu que o destino diria: “Hei, pera aí, vai não”, ou melhor, que os meus joelhos iriam reclamar.

Comecei a sentir dores, mas acreditei que o desconforto para quem corre era normal, até que, depois dos treinos, os joelhos inchavam a ponto de eu quase não conseguir dobrá-los. Fazer exercícios básicos do dia a dia, como subir escada ou levantar da cadeira, tornou-se quase impossível.

Procurei o médico Dr. Volnei Correia, lá da CliniTrauma. Me indicaram por ser o melhor, e é. Fiz raio-X, ressonância magnética, e o diagnóstico veio: artrose grau 1, condropatia patelofemoral e, de bônus, um cisto de Baker de 8 cm no joelho esquerdo. O Dr. Volnei, muito atencioso, disse que não preciso parar de correr, mas que será em menor volume e minha evolução será bem mais lenta ou seja, quase nada. Passei do pace 8 para o pace 10.

Na verdade, eu corria para cansar o corpo e descansar a mente. Gosto do que a corrida faz comigo, e terei que me adaptar. Tenho alternativas como o ciclismo e a natação, o objetivo é não parar completamente, só irei diminuir o ritmo e praticamente caminhar, trotando 1 km e caminhando 4 km.

Confesso que estou arrasada. Depois desse diagnóstico, calcei meu tênis e fui para o asfalto. Andei no pace 10 por 5 km e, na volta, sentei e chorei. Sim, chorei. Chorei porque fiquei frustrada, chorei porque me senti incapaz. Foi aí que entendi que corrida me mostrou que posso ser forte, mas também me ensinou que a verdadeira força não está em nunca cair, mas em ter a coragem de amarrar o tênis de novo no dia seguinte.

Depois de chorar, entendi que diminuir o pace para 10, trocar o trote pela caminhada firme ou alternar com a bike e a natação não é o fim da linha. É apenas a curva onde uma atleta madura e resiliente aprende a respeitar o próprio corpo sem nunca perder a alma de corredora. As lágrimas lavam a frustração, mas o coração continua batendo no compasso da superação. Então eu levantei, sacodi a poeira e lembrei, o pace pode até mudar, mas a minha vontade de ir longe continua exatamente a mesma, e a minha melhor crônica, com certeza, ainda está sendo escrita no asfalto.

Fim de terça e quarta-feira com temporais e chuva volumosa em SC

Terça-feira (03/11):
Tempo: sol e calor em SC. Entre a tarde e noite, aumento de nuvens e temporais isolados (Aviso), associados a chuva intensa, raios, vento forte e granizo, especialmente no Meio-Oeste aos Planaltos, parte do Vale do Itajaí e Grande Florianópolis, e o Litoral Norte. Não se descarta a possibilidade de tempestade severa de forma isolada.
Temperatura: elevada, com máximas de 26°C a 32°C e ar abafado.
Vento: nordeste a noroeste no interior e sul a sudeste no litoral fraco a moderado, com rajadas.
Sistema: baixa pressão influenciando SC.

Quarta-feira (04/11):
Tempo: aumento da instabilidade com condições de temporais e tempestade severa isolada (Aviso) a partir da madrugada no oeste e sul do estado, atingindo as demais regiões de forma menos intensa no decorrer do dia, com chuva volumosa e pontais elevados na maioria das regiões de SC.
Temperatura: máximas de 20°C a 25°C, mais alta no oeste do estado.
Vento: nordeste a noroeste, fraco a moderado, com rajadas.
Sistema: frente fria em formação próximo do litoral de SC.

Quinta-feira (05/11):
Tempo: madrugada com instabilidade e chuva isolada do oeste ao norte do estado, divisa com o PR. No decorrer do dia, a frente fria se afasta e o tempo melhora com o retorno do sol em todas as regiões de SC.
Temperatura: elevada, com máximas de 24°C a 29°C, diminuindo à noite.
Vento: noroeste a sul, fraco a moderado, com rajadas.

Sexta-feira (06/11):
Tempo: sol entre nuvens em SC. No oeste do estado, pancadas de chuva e temporais isolados a partir da tarde.
Temperatura: elevada, com máximas de 23°C a 28°C, mais alta no oeste, chegando a 33°C no Extremo Oeste.
Vento: sudeste a nordeste, fraco a moderado, com rajadas no Litoral Sul.

Sábado (07/11):
Tempo: instável com chuva e temporais isolados em SC, especialmente na madrugada e manhã, devido a formação de uma nova frente fria no litoral Sul do Brasil.
Temperatura: máximas de 22°C a 25°C, em declínio no fim do dia.
Vento: nordeste a sul, fraco a moderado, com rajadas, mais intensas de 50 a 70km/h no Litoral.