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Lages inicia plano de manutenção e restauração de seus monumentos históricos

A Fundação Cultural de Lages (FCL) concluiu recentemente um amplo levantamento sobre o estado de conservação dos monumentos espalhados pela cidade. A iniciativa catalogou cada obra e analisou sua situação estrutural e estética, em um trabalho conduzido com rigor técnico e acompanhado de perto pelos responsáveis patrimoniais da FCL.

Segundo a superintendente da FCL, Carla Zonatto, o objetivo é garantir a preservação e recuperação dos monumentos, muitos deles sem manutenção há anos. “Estamos seguindo uma orientação da prefeita Carmen Zanotto, que pediu atenção especial a esta área tão importante. A memória e a identidade cultural de Lages passam pelo cuidado com seus marcos históricos”, destacou.

A primeira intervenção ocorreu no monumento Boi de Botas, símbolo do heroísmo lageano na Revolução Farroupilha, que recebeu manutenção pela equipe de Serviços Públicos da Prefeitura. Outras obras também vão passar por revitalização, conforme o cronograma da FCL.

O que é um monumento?

De forma técnica e abrangente, um monumento pode ser definido como construção, estrutura ou obra artística erguida com valor histórico, cultural, artístico ou simbólico, destinada a perpetuar a memória de pessoas, acontecimentos, ideias e tradições.

Monumentos de Lages e seus significados

Boi de Botas (2003) – Av. Caldas Júnior, Bairro Santa Helena. Homenagem à bravura dos soldados lageanos na Revolução Farroupilha.

Tropeiros (2003) – Av. Luiz de Camões, Bairro Conta Dinheiro. Representa os condutores de tropas que cruzavam o Planalto Serrano.

Imigrantes (2002) – Av. Dom Pedro II, Bairro Coral. Celebra as famílias pioneiras e a diversidade étnica que formou a identidade lageana.

Carro de Molas (2006) – Praça Vidal Ramos Sênior, Centro. Relembra o transporte coletivo usado até a década de 1950.

Trançador de Laços (2002) – Fundação Cultural, Centro. Homenageia artesãos que trabalhavam o couro na região.

Lavadeiras (2008) – Parque Jonas Ramos, Centro. Retrata mulheres escravizadas e a convivência com indígenas no início da cidade.

Bíblia (2002) – Praça Joca Neves, Centro. Marco religioso em homenagem às Sagradas Escrituras.

São Francisco de Assis (2003) – Convento Franciscano, Centro. Homenagem ao santo padroeiro dos franciscanos.

Monge João Maria (2017) – Praça Siqueira Campos, Centro. Recorda o monge popular eremita que visitava a região serrana.

Antônio Correa Pinto (1966) – Rua Correa Pinto, Centro. Escultura em bronze do fundador da cidade.

Nereu Ramos (1956) – Praça João Costa, Centro. Homenagem ao único catarinense presidente da República.

Mãe (1970) – Hospital Tereza Ramos, Centro. Representa a maternidade e a proteção.

Monumento à Fraternidade – Praça da Fraternidade, Centro. Simboliza a união e o amor ao próximo.

Batalhão Ferroviário (1963) – BR-282. Marca o 55º aniversário do 2º Batalhão Ferroviário.

Bustos históricos

Entre as figuras retratadas em bronze e instaladas em diferentes praças e instituições, destacam-se:

Dr. Cesar Sartóri, Dr. Walmor Ribeiro, Dom Daniel Hostin, Manoel Tiago de Castro, Otacílio Costa, Tito Bianchini, Valdo Costa, Getúlio Vargas, Vidal Ramos Júnior e Nereu Ramos.

Valorização da história

Ao iniciar a manutenção e restauração de seus monumentos, Lages dá um passo decisivo na preservação de sua memória histórica e cultural. Cada obra é mais do que uma escultura, é um elo entre gerações, um ponto de reflexão sobre a trajetória da cidade e um patrimônio a ser transmitido para o futuro.

Cultura surda em destaque: Lages recebe Sarau Literário em Libras

Nesta quarta-feira (3 de setembro) Lages será palco de um evento que une literatura, identidade cultural e inclusão. O Sarau Literário em Libras acontecerá às 19h, no auditório da Fundação Cultural de Lages (FCL), com entrada gratuita para toda a comunidade.

O evento é realizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por intermédio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos financeiros do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), e conta com o apoio da FCL. Organização do escritor e professor, Glauber Lima, e da intérprete de Libras, Greice Silveira.

Entre as atrações está a apresentação da história bilíngue “A gralha azul que não sabia cantar”, conduzida pela professora surda, Patrícia Lozeyco. A narrativa terá como língua principal a Libras, com tradução simultânea para o português, permitindo que ouvintes e pessoas surdas compartilhem a mesma experiência cultural. “Este gesto simbólico ajuda a perceber a importância do acesso à cultura para todos”, reforçam os organizadores.

Além da valorização da língua de sinais, o Sarau celebra elementos históricos e culturais da Serra Catarinense, como a gralha azul, o pinheiro araucária, a Festa Nacional do Pinhão e o inverno lageano, fortalecendo laços de pertencimento e inclusão.

Serviço

O quê: Sarau Literário em Libras

Quando: Quarta-feira, 3 de setembro, às 19h

Onde: Auditório da Fundação Cultural de Lages (FCL)

Entrada: Gratuita

Realização: Glauber Lima e Greice Silveira

Apoio: Governo de Santa Catarina, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Governo Federal (Política Nacional Aldir Blanc – Pnab) e Fundação Cultural Lages (FCL)

Prefeitura instala novo modelo de semáforo gradativo entre as avenidas Duque de Caxias e Belisário Ramos

A Prefeitura de Lages, por meio da Secretaria de Planejamento Urbano (Seplam), instalou um novo modelo de semáforo com luzes gradativas no cruzamento da Avenida Duque de Caxias com a Avenida Belisário Ramos, uma das áreas de maior fluxo de veículos da cidade. O projeto visa substituir os semáforos com contadores regressivos, aqueles que exibem uma contagem numérica até a troca de sinal, por um modelo gradativo com transição visual suave entre as luzes, o que permitirá maior flexibilidade na gestão do tráfego.

A prefeita Carmen Zanotto reforça que a iniciativa faz parte de um esforço por uma mobilidade urbana mais eficiente. “Esse novo modelo é mais moderno e compatível com os planos semafóricos que queremos implantar na cidade. Com ele, podemos adaptar o tempo de abertura e fechamento conforme o fluxo de veículos ao longo do dia, baseado em contagens previamente realizadas, melhorando a mobilidade urbana”, salienta a prefeita.

O secretário de Planejamento Urbano, Malek Ráu Dabbous, comenta que os semáforos com contadores regressivos apresentam falhas recorrentes. “Quando há queda de energia, o sistema entra em modo intermitente e, ao retornar, se perde na contagem, causando confusão aos motoristas. Além disso, a contagem fixa não permite alterações nos planos semafóricos durante o dia, o que é essencial para adequar o tempo de sinal conforme o movimento”, detalha o secretário.

O diretor de Mobilidade Urbana da Seplam, Ricardo Fonseca Nerbass, destaca que os desafios no trânsito acompanham o crescimento da cidade. “Precisamos de soluções que acompanhem esse crescimento. Essa transição para semáforos mais modernos é um exemplo de como estamos investindo em tecnologia para melhorar a vida das pessoas”, explica.

Após a instalação, será realizada uma fase de testes operacionais com monitoramento do fluxo de veículos. Com isso, os planos serão calculados e ajustados através de contagens e observações pela equipe técnica conforme a necessidade em diferentes horários do dia. A ideia é implantar gradualmente o novo sistema em outros pontos estratégicos da cidade, a depender dos resultados observados na fase de testes.