Crônica: Influenciadores, do Feitiço a Má-fé

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Sabemos que nos últimos anos os “Influenciadores” ocuparam as redes sociais, para ditar moda, regras, política, jeito de falar e até influenciaram no comportamento principalmente dos mais ingênuos e mais jovens.

Alguns famosos e outros nem tanto, mas todos em um único objetivo, ganhar dinheiro e poder através das redes sociais. E muitos nem se preocupam, em escrever bem, ou influenciar positivamente as pessoas, foi um feitiço apoteótico para muitos, e em meio a tudo isso, tem os influenciadores de má-fé, esses que sem saber nada sobre política por exemplo, influenciaram jovens a votar (se bem que muitos já se arrependeram).

Joio do trigo

Não estou aqui para falar mal de influenciadores, mas para que abram os olhos para separar o joio do trigo, afinal você tem a escolha do que pode ou não ler e ver, e se deixar influenciar. Existem muitos influenciadores com conteúdo excelente e verdadeiro, mas tem os de má-fé que criam perfis para difamar, enganar, distorcer e mentir.

Estudos mostram que os mais jovens são fáceis de manipular, sendo criado através das redes sociais um mundo fictício, onde todos gostariam de morar, alguns “Influenciadores” criam personagens e que na vida real se comportam bem diferente.

Direito do consumidor

Com isso os “Influencer” devem entrar no Direito do consumidor. Pela leitura do Código de Defesa do Consumidor, os influenciadores digitais podem ser equiparados a fornecedores, portanto, podem ser responsabilizados civilmente pela divulgação de produtos ou serviços.

Toda a atividade profissional ocasiona uma responsabilidade civil, por eventuais danos, tendo este profissional a obrigação de indenizar aquele que sofreu danos, pois eles recebem para atuarem como propagador de marcas e serviços.

Vida Perfeita

A vida perfeita e inalcançável vendida a muitos jovens pode desencadear problemas como crises de ansiedade e baixa autoestima. Padrões de relacionamento, alimentação, hábitos de consumo, produtividade, tudo entra na mira da juventude que convive nas redes.

Esse cenário confuso, no qual é difícil distinguir o que é entretenimento e o que é patrocínio, apenas reforça a necessidade de estarmos ligados no que as crianças e os adolescentes recebem diariamente no mundo digital.

Reagindo

Mas, olhando para trás, começo a achar que o consumidor começou a ficar mais esperto, alguns que se dizem “influencer” já estão perdendo mercado, tanto que algumas marcas já fazem alguns contratos proibindo uma série de atividades, inclusive fora das redes sociais, como falar de política, ou entrar em algumas discussões polêmicas sobre raça, religião ou gênero.

E ainda tem os que estão perdendo seguidores e curtidas e procuram empresários para fazer vídeos ou campanhas de graça, isso para não perder os likes e continuar na ilusão de que estão em alta, prostituindo a categoria do mercado publicitário e com isso, estão dando um tiro no próprio pé.

Verdadeiro profissional

Não precisamos de regulamentação das redes sociais, a código civil e do consumidor já tem tudo o que precisamos, para punir os desavisados e orientar o consumidor.

Então, conclui-se que em razão da confiança, da persuasão e boa-fé, em casos de publicidade o “influenciador digital” terá responsabilidade objetiva e clara, pois, a partir do momento em que publicam fotos ou vídeos promovendo marcas, produtos ou serviços, estão colocando em jogo sua credibilidade e da marca ou empresa que estão representando e assumindo os riscos decorrentes desta atuação, coisa que um verdadeiro profissional sabe muito bem.

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