As Rapidinhas da Cris Menegon

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Aqui a informação é sucinta, rapidinha e sem frescura.

Repúdio

Outro dia, alguns se ofenderam e distorceram o que escrevi sobre o fim da escala 6×1, e que em ano eleitoral era puro populismo; que o governo estava jogando o trabalhador contra o empregador e que quem defendia o fim da escala (nesses termos) era preguiçoso. A saída dos ofendidos foi se fazerem de vítimas, como sempre. Nosso país foi forjado por trabalhadores e eu jamais ficaria contra quem realmente quer trabalhar. Temos pais de família com mais de dois empregos, mas também temos os que se aproveitam para ganhar dinheiro do trabalhador sem esforço. Um exemplo são os impostos: este governo fez questão de criar ou aumentar taxas — são mais de 27 novos tributos no lombo de quem produz. Sobre isso, não vi nenhuma indignação.

Repúdio 2

Não vi nota de repúdio quanto ao rombo dos Correios, onde o maior prejudicado é o trabalhador. Não vi nota de repúdio quando o aposentado foi lesado pelo rombo no INSS. Seria de bom tom lutar por todos os direitos dos trabalhadores, não é mesmo?

Carga tributária

Vocês, trabalhadores, sabiam que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo? Quando se compra um celular nos EUA, o imposto é de cerca de 7%; no Paraguai, 10%. No Brasil, pagamos 40%. Pois é: não vi instituições emitirem notas de repúdio para ajudar o trabalhador ou lutar com o mesmo afinco para baixar esses impostos.

Liberdade de Expressão

Sou JORNALISTA E MULHER. Por incrível que pareça, em pleno século XXI, tentam calar o meu direito de ter opinião. Isso se chama ditadura ou misoginia? Onde fica a liberdade de expressão? Ou este país apenas finge ser democrático? Você não gostar de mim é um direito seu, está tudo certo; agora, querer calar uma jornalista mulher por ela emitir opiniões é puro preconceito.

Não irei me calar

Para encerrar este assunto: uma sociedade vencedora sempre busca produzir e trabalhar mais; uma sociedade empobrecida é estimulada a trabalhar menos. É inadmissível jogar a responsabilidade e o custo dessa suposta “qualidade de vida” nas costas de quem empreende, arrisca e paga impostos injustos para ofertar uma oportunidade de trabalho. Quem coloca empregadores e empregados em lados opostos são os mesmos que impedem a livre negociação e alimentam um vitimismo que a sociedade não aguenta mais. Sinto muito, mas não irei me calar.

E por fim…

Parafraseando o Ministro Alexandre de Moraes:

“Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa. Não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional.”

 

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