Sim, temos casos sérios de crimes passionais no Brasil e no mundo, e a “palavra da moda” para esse tipo de crime passou a ser feminicídio. O crime passional existe desde que o mundo é mundo — não que isso seja certo, mas o fato é que existem leis para puni-lo. Crime é crime, independentemente de a vítima ser mulher, homem, animal ou criança. O que realmente deveríamos mudar nas leis é a garantia de que a mulher tenha o direito e os meios para se defender.
Se você procurar a diferença técnica, vai encontrar que “crime passional” é uma expressão popular focada na emoção e no ciúme, enquanto o “feminicídio” é um crime de ódio tipificado por lei, que ocorre quando a mulher é assassinada devido à sua condição de gênero. Ora bolas, qualquer pessoa com um cérebro funcionando, se o usar, vai entender que, no fundo, é a mesma coisa.
Lógico que a força física de um homem é desproporcional à de uma mulher, e a única coisa capaz de equilibrar essa balança é a mulher ter uma arma para se defender. Muitos são contra o porte ou a posse de arma, até o momento em que precisam de uma. Não é justo ver mulheres que acumulam boletins de ocorrência e medidas protetivas contra agressores sendo mortas por não terem como se defender. Se os nossos políticos estivessem realmente preocupados com a vida dessas mulheres, buscariam uma solução prática para que cada uma delas tivesse o direito de exercer sua legítima defesa. Fora isso, resta apenas assistirmos a discursos vazios e notinhas cheias de firulas lamentando a morte de mais uma vítima.
Enquanto isso, bandidos andam armados, assaltam e destroem famílias, sendo muitas vezes considerados “vítimas da sociedade” por alguns. Vejo políticos defendendo o desarmamento enquanto andam cercados por seguranças armados — que usam armas de fogo, e não livros, como muitos pregam em discursinhos hipócritas. O bandido é bandido e não pede licença para assaltar e matar; parem de romantizá-lo.
Grande parte da imprensa e alguns políticos desarmamentistas tratam os CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) como se fossem criminosos. Para se tornar um CAC, porém, é preciso obter o Certificado de Registro (CR), e o processo é rigoroso. É NECESSÁRIO APRESENTAR CERTIDÕES NEGATIVAS CRIMINAIS (NAS ESFERAS FEDERAL, ESTADUAL, MILITAR E ELEITORAL) E DECLARAR NÃO RESPONDER A INQUÉRITOS OU PROCESSOS. Além disso, exige-se a aprovação em testes de manuseio de armas e avaliação psicológica, ambos emitidos por profissionais credenciados pela Polícia Federal. Exige-se também a comprovação de ocupação lícita, endereço fixo e a declaração de possuir um local seguro em casa para guardar o acervo, ou seja, um cofre.
Então, antes de falarem asneiras sobre os CACs, procurem se informar. Deixem as mulheres terem o direito de se defender. Façam com que elas passem pelos critérios extremamente rígidos para conseguir seu registro — algo que o criminoso não faz, pois este precisa apenas de quem o defenda para se eleger.
Fotos: @guilherme_nunes_fotografia






